História

Bocaiúva: do Curato de Macaúbas ao eclipse que olhou o mundo

Você sabia que Bocaiúva, no Norte de Minas, já foi apontada como o melhor ponto do planeta para ver um eclipse? Em 1947, a cidade hospedou equipes estrangeiras para o estudo do eclipse solar total de 20 de maio.

Bocaiúva: do Curato de Macaúbas ao eclipse que olhou o mundo

Você sabia que Bocaiúva, no Norte de Minas, já foi apontada como o melhor ponto do planeta para ver um eclipse? Em 1947, a cidade hospedou equipes estrangeiras para o estudo do eclipse solar total de 20 de maio. O texto do IBGE registra que, "por sua posição geográfica, Bocaiúva era a cidade do mundo que melhor visibilidade iria oferecer ao fenômeno". Há literatura sobre a National Geographic-Bureau eclipse expedition ligada a esse momento. É um capítulo raro: o céu e a ciência encontrando o sertão mineiro.

Foto: Meiriele Antunes / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A história humana da cidade começa bem antes. Segundo o IBGE, o povoamento do antigo Curato de Macahúbas (ou Machaúbas) se deu entre cerca de 1710 e 1720, entre os rios Jequitaí e Macaúbas. A imagem do Senhor do Bonfim marcou o culto local, e D. Antônia Leite, esposa de Faustino Leite Pereira, doou terras para a igreja. Daquele núcleo de fé e terra nasceu a comunidade que você encontra hoje no mapa do Norte de Minas.

Foto: Arquidiocese de Montes Claros / ACI Digital

A emancipação política é celebrada em 14 de julho. Em 2021 a cidade comemorou 133 anos; em 2022, 134. Cada julho, Bocaiúva reafirma o fio que liga o curato colonial, a doação da igreja e o dia em que o mundo olhou para o céu a partir daqui.

Foto: Denis A. C. Conrado / Wikimedia Commons

Se você passar por Bocaiúva, leve com carinho esses dois tempos: o do povoamento entre os rios e o do eclipse que colocou a cidade no olhar de quem estudava o Sol. História local com escala de planeta.

Na capa: pôr do sol numa estrada de terra do cerrado, em Bocaiúva. Foto: Djair Soares / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Fontes