História
Catopês levam fé, ancestralidade e tradição às ruas históricas de Grão Mogol
Cortejo do Primeiro Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário integrou a Trilha Cultural do projeto Raízes Mineiras e celebrou a riqueza da cultura popular mineira.
O som dos tambores, a força da fé e a memória de um povo fizeram parte de uma manhã dedicada à cultura e à história de Grão Mogol, no Norte de Minas. No dia 10 de outubro, o Primeiro Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário participou da Trilha Cultural promovida dentro do projeto Raízes Mineiras, levando uma das expressões mais significativas da cultura popular para os caminhos históricos do município.
Realizada pelo Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, a iniciativa reuniu história, patrimônio, manifestações artísticas e valorização das tradições locais. A programação propôs uma experiência de aproximação com a identidade de Grão Mogol, convidando moradores e visitantes a conhecerem a cidade para além de suas construções, reconhecendo também os saberes e as manifestações culturais que atravessam gerações.
Uma caminhada pela história e pela identidade de Grão Mogol
A trilha teve início na Casinha dos Garimpeiros e percorreu lugares importantes para a memória e a identidade do município, incluindo a Igreja do Rosário, a Casa da Cultura, o Presépio Natural Mão de Deus, a Igreja Matriz de Santo Antônio e a Rua da Direita. O trajeto terminou na Feira de Artesanato e Gastronomia.
Ao longo do percurso, a programação contou com a intervenção cultural “Causos, Prosas e História de Grão Mogol”, apresentada pelo Mestre Gê Careca, além da mediação cultural conduzida por Rayane, André e Maria Gabriela.
A presença do Primeiro Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário deu ao percurso um significado especial. A manifestação aproximou o público de uma tradição que reúne música, religiosidade, memória coletiva e pertencimento, mostrando que a história de um lugar também é preservada por meio das práticas culturais mantidas vivas por sua comunidade.
Catopê do Primeiro Terno de Nossa Senhora do Rosário. Foto: Sesc Montes Claros / Divulgação
Catopês: uma tradição que atravessa gerações
Os Catopês ocupam um lugar importante no patrimônio cultural de Minas Gerais. Seus cortejos, cantos, instrumentos e expressões de fé carregam conhecimentos transmitidos entre gerações e ajudam a preservar a memória das comunidades que mantêm essa tradição.
Esse valor também é reconhecido oficialmente: em 2025, o IEPHA-MG declarou os caminhos, expressões e celebrações do Rosário como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais, com certificados entregues a grupos de Catopês, Marujos e Caboclinhos de Montes Claros.
Mais do que uma apresentação artística, os cortejos representam a continuidade de uma herança cultural construída coletivamente. Cada toque de tambor e cada passo pelas ruas reafirmam a importância de preservar as manifestações populares e reconhecer as pessoas que dedicam seu tempo e sua vida à continuidade desses saberes.
Em Grão Mogol, a participação do Primeiro Terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário reforçou a relação entre patrimônio histórico e patrimônio imaterial. Igrejas, ruas e construções contam parte da trajetória de uma cidade, enquanto suas manifestações culturais revelam os sentimentos, as crenças e as histórias de quem dá vida a esses espaços.
Raízes Mineiras valoriza cultura e saberes locais
O projeto Raízes Mineiras foi desenvolvido para valorizar as tradições regionais e fortalecer o empreendedorismo ligado às feiras e à economia criativa. A edição de Grão Mogol, realizada entre 25 de setembro e 17 de outubro de 2026, reuniu oficinas de formação, atividades culturais e ações de integração comunitária.
Criado pelo Sesc em Minas em 2023, o projeto teve justamente Grão Mogol como cidade-piloto.
Além da trilha realizada em 10 de outubro, a programação incluiu oficinas voltadas à identidade territorial e ao desenvolvimento de produtos autorais, assim como à organização e à comercialização de produtos de feirantes. O encerramento estava previsto para 17 de outubro, na Feira de Artesanato e Gastronomia.
Ao aproximar cultura, história e economia criativa, a iniciativa reconhece que os saberes tradicionais também fazem parte do desenvolvimento local. Artesãos, feirantes, artistas e grupos culturais contribuem para manter vivas as referências que tornam cada município único.
Preservar as raízes é manter viva a história
A participação dos Catopês na Trilha Cultural de Grão Mogol nos lembra que a riqueza de Minas Gerais está presente não apenas em suas paisagens e construções históricas, mas também nas pessoas que preservam suas tradições e compartilham seus conhecimentos.
São manifestações como essa que ajudam a manter viva a identidade mineira, fortalecendo os laços entre passado, presente e futuro.
O Orgulho Mineiro acredita que valorizar a cultura é reconhecer a história de quem veio antes, dar visibilidade a quem mantém as tradições vivas e garantir que as próximas gerações também tenham a oportunidade de conhecer e sentir orgulho de suas raízes.
Porque Minas é feita de lugares que encantam, histórias que emocionam e tradições que merecem continuar vivas.
Fontes
- Sesc em Minas — Projeto Raízes Mineiras em Grão Mogol com oficinas, trilha cultural e festejo
- AMAMS — Grão Mogol recebe nova edição do projeto Raízes Mineiras
- Pequi News — Grão Mogol promove Trilha Cultural com cortejo de Catopês
- Prefeitura de Montes Claros — Catopês, Marujos e Caboclinhos reconhecidos como patrimônio imaterial de Minas Gerais
- G1 — Catopês, Marujos e Caboclinhos reconhecidos como patrimônio imaterial de Minas
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