História
Francisco Sá: da Cruz das Almas ao Brejo, e o nome de 1938
Cruz das Almas, Brejo das Almas e Francisco Sá: a cidade do Norte de Minas guarda no nome camadas de memória desde o sertão colonial até a República.
7 de setembro de 2026
Você sabia que Francisco Sá, no Norte de Minas, ganhou o primeiro nome em Dia de Finados? A Câmara Municipal narra que, em 1704, o capitão Antônio Gonçalves Figueira partiu da Colônia Montes Claros em direção ao nordeste e, em 2 de novembro, acampou junto à Serra do Catuni (Bagamão), erigiu um cruzeiro e denominou o lugar Cruz das Almas das Caatingas do Rio Verde.
Em 1867, o distrito passou a chamar-se São Gonçalo do Brejo das Almas, subordinado a Montes Claros. Em 1923, pela Lei Estadual nº 843, foi elevado a município com o nome Brejo das Almas, desmembrado de Montes Claros e Grão Mogol. A instalação ocorreu em 8 de setembro de 1924, depois da exigência de prédios da Prefeitura e do Grupo Escolar, com o coronel Jacinto Alves da Silveira como prefeito nomeado.
Em 1938, pelo decreto do então governador Benedito Valadares (Decreto-lei Estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, na linha consolidada pelas fontes oficiais cruzadas), o município passou à denominação Francisco Sá, em homenagem ao Dr. Francisco de Sá, engenheiro e ministro da Viação e Obras Públicas. A Câmara e a linha IBGE apontam 1938; é a data a seguir neste relato.
Se você lê a placa da cidade hoje, lê também camadas de tempo: cruzeiro de Finados, brejo, escola e prefeitura erguidas para a emancipação, e um nome republicano de 1938. É uma curiosidade simples do sertão: o município guarda no nome a memória de quem passou e a homenagem que o Estado escolheu. Quando você diz Francisco Sá em voz alta, ecoa Cruz das Almas, Brejo e o caminho aberto desde 1704.
Fontes
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