Gastronomia

Montes Claros à mesa: sabores que revelam a alma do Norte de Minas

Se existe uma maneira deliciosa de conhecer Montes Claros, ela começa pela mesa — pequi, carne de sol, requeijão moreno e sabores do Cerrado que revelam a alma do Norte de Minas.

Montes Claros à mesa: sabores que revelam a alma do Norte de Minas

Se existe uma maneira deliciosa de conhecer Montes Claros, ela começa pela mesa.

Quem chega à cidade encontra uma gastronomia que tem cheiro de comida feita em casa, sabor de tradição e uma identidade profundamente ligada ao Cerrado e à cultura geraizeira.

E há alguns sabores que não podem faltar nessa experiência.

O primeiro deles é o pequi, ingrediente que se tornou um dos maiores símbolos gastronômicos do Norte de Minas. Em Montes Claros, ele aparece principalmente no tradicional arroz com pequi, mas também ganha novas interpretações em pratos contemporâneos. A cidade é reconhecida nacionalmente por sua relação com o fruto e realiza a tradicional Festa Nacional do Pequi. (Secretaria de Cultura)

Outro sabor marcante é a carne de sol, especialmente quando acompanhada de mandioca, combinação que pode ser encontrada no Mercado Municipal e em restaurantes da cidade. O requeijão moreno, os doces caseiros, a cachaça e o feijão tropeiro também fazem parte desse verdadeiro patrimônio à mesa. (Prefeitura de Montes Claros)

Foto: acervo Orgulho Mineiro

Mas a gastronomia de Montes Claros não vive apenas das receitas tradicionais. Ela está se reinventando.

O projeto Sabores do Gerais, por exemplo, vem valorizando ingredientes como pequi, baru, buriti, coquinho-azedo, carne de sol serenada, requeijão moreno e mel de aroeira, aproximando produtores, cozinheiros e consumidores e mostrando que os ingredientes do Norte de Minas podem ganhar novas interpretações sem perder sua identidade. (Montes Claros)

E os sabores premiados?

Montes Claros também tem uma história de destaque em concursos gastronômicos.

Em 2026, o Liu Casa Bar conquistou o primeiro lugar no circuito local do Comida di Buteco, com a “Dobradinha com toque de alho-poró”, uma releitura de um prato tradicional que conquistou público e jurados. O segundo lugar ficou com a Villa Espeteria, com a “Panqueca Verde Cremosa”, e o terceiro com o Imperial Bar, com o “Torresmo Imperador”. (Revista Tempo)

A cidade também tem uma trajetória expressiva no concurso. Antes do título de 2026, a Bendita Espeteria havia conquistado três vezes o primeiro lugar, enquanto outros estabelecimentos como Thom Bar e Cantina do Léo também aparecem entre os campeões históricos. (Revista Tempo)

É essa mistura que torna a gastronomia montes-clarense tão especial: a tradição não ficou parada no tempo. Ela continua viva, sendo reinventada por novos cozinheiros, bares, restaurantes, produtores e empreendedores.

Por isso, quando visitar Montes Claros, não tenha pressa.

Experimente o pequi. Prove a carne de sol. Procure o requeijão moreno. Conheça o Mercado Municipal. Descubra os sabores do Cerrado e dê uma chance às novas criações dos chefs e cozinheiros da cidade.

Porque em Montes Claros, comer também é uma forma de conhecer a história, a cultura e a alma do Norte de Minas.

Fontes