Gastronomia

Porteirinha e o queijo que ganhou o país

Em Porteirinha, o queijo e o requeijão artesanal ganharam o Brasil em medalhas.

Porteirinha e o queijo que ganhou o país

7 de setembro de 2026

Se você descer a Serra Geral, Porteirinha te recebe quieta. À primeira vista. Por dentro, a cidade vive de leite transformado. São cerca de 160 queijarias e algo como 210 mil peças por mês. O requeijão moreno daqui entra na conta da região: a Emater registrou 63,5 toneladas por ano no município. Na microregião, Serranópolis produz mais desse doce salgado. Porteirinha é grande produtora. Quem anda no interior encontra trança, palito, nozinho e manteiga de garrafa. Queijo de casa, com preço de gente da terra.

No fim de junho de 2026, esse queijo foi até Araxá, na ExpoQueijo Brasil. O Requeijão Toko, da Fazenda Guará, levou ouro na categoria requeijão moreno. A Liu Queijaria, de Maria do Socorro Barbosa, ganhou prata com o Queijo Cozido Nozinho. A Rubi Queijaria ficou com bronze na trancinha. O Requeijão Vó Luzia também trouxe bronze para casa.

Em julho a estrada foi outra: Blumenau, no Prêmio Queijo Brasil. A Prefeitura conta 29 medalhas só de Porteirinha. Nove de ouro, dezessete de prata, três de bronze. O Toko estava lá de novo. Também foram Dona Saúde, Dom Lucas, Estrela da Serra, Recanto do Queijo, Queijaria do Gerson, Dona Cida. No sábado 26 de julho a cidade fez carreata. Saiu gente na rua porque o queijo da casa ganhou nome fora.

O Norte de Minas tem várias cidades queijeiras. Porteirinha é uma das que mais levam o requeijão e o queijo artesanal para a mesa do país. Se você ainda não provou, venha. Leva para casa o que o sertão faz de melhor.

Fontes