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Zezé Colares e o Banzé: o som da tradição em Montes Claros

Zezé Colares criou o Grupo Folclórico Banzé em Montes Claros e deixou um legado de pesquisa, ensino e tradição que ainda ecoa na cidade — e no projeto Daqui por Diante.

Zezé Colares e o Banzé: o som da tradição em Montes Claros

Se você cresceu em Montes Claros ou já passou por uma apresentação de folclore na cidade, há uma boa chance de ter sentido, mesmo sem saber o nome, o legado de Maria José Colares. Zezé Colares nasceu ali em 24 de março de 1934 e dedicou a vida a ensinar Folclore e História da Música no Conservatório Estadual Lorenzo Fernândez.

Foto: Fábio Marçal / Prefeitura de Montes Claros

Em 1968, ela criou o Grupo Folclórico Banzé, que começou como Bandinha da Zezé, dentro do próprio Conservatório. O grupo nasceu da pesquisa de danças e músicas folclóricas, com o cuidado de quem queria que a tradição continuasse viva nas mãos de novas gerações. Décadas depois, o Banzé segue sendo referência na cidade, e a Câmara Municipal ainda dedica especiais à trajetória do conjunto.

Em 1980, após convite do Itamaraty, Zezé foi eleita vice-presidente da Organização Internacional de Folclore e Artes Populares (IOV), em Viena. No papel, publicou A Criança e o Folclore (volumes 1 e 2) e Montes Claros de Ontem e de Hoje. Também presidiu a Comissão de Folclore Hermes de Paula. Com a Unimontes, deu origem ao Centro de Tradições Mineiras (Museu do Folclore), inaugurado em 12 de agosto de 1993.

Zezé faleceu em 2 de março de 2020, aos 88 anos. O carinho pela professora, porém, não parou. Entre 25 de agosto e 1º de setembro de 2026, o projeto Daqui por Diante - Zezé Colares: O Som da Tradição chegou à 5ª edição no Montes Claros Shopping, reunindo 100 artistas. A iniciativa é idealizada pela Casa Bendita e celebra, em música e presença, o caminho que ela abriu.

Foto: Estado de Minas / exposição Daqui por Diante

Quando você ouvir um tambor, uma cantiga ou vir um passo de dança folclórica em Montes Claros, pode lembrar: ali há também a mão paciente de Zezé Colares, que transformou pesquisa em afeto e afeto em tradição.

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