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Zezé Colares e o Banzé: o som da tradição em Montes Claros

Zezé Colares criou o Grupo Folclórico Banzé em Montes Claros e deixou um legado de pesquisa, ensino e tradição que ainda ecoa na cidade — e no projeto Daqui por Diante.

Zezé Colares e o Banzé: o som da tradição em Montes Claros

7 de setembro de 2026

Se você cresceu em Montes Claros ou já passou por uma apresentação de folclore na cidade, há uma boa chance de ter sentido, mesmo sem saber o nome, o legado de Maria José Colares. Zezé Colares nasceu ali em 24 de março de 1934 e dedicou a vida a ensinar Folclore e História da Música no Conservatório Estadual Lorenzo Fernândez.

Foto: Fábio Marçal / Prefeitura de Montes Claros

Em 1968, ela criou o Grupo Folclórico Banzé, que começou como Bandinha da Zezé, dentro do próprio Conservatório. O grupo nasceu da pesquisa de danças e músicas folclóricas, com o cuidado de quem queria que a tradição continuasse viva nas mãos de novas gerações. Décadas depois, o Banzé segue sendo referência na cidade, e a Câmara Municipal ainda dedica especiais à trajetória do conjunto.

Em 1980, após convite do Itamaraty, Zezé foi eleita vice-presidente da Organização Internacional de Folclore e Artes Populares (IOV), em Viena. No papel, publicou A Criança e o Folclore (volumes 1 e 2) e Montes Claros de Ontem e de Hoje. Também presidiu a Comissão de Folclore Hermes de Paula. Com a Unimontes, deu origem ao Centro de Tradições Mineiras (Museu do Folclore), inaugurado em 12 de agosto de 1993.

Zezé faleceu em 2 de março de 2020, aos 88 anos. O carinho pela professora, porém, não parou. Entre 25 de agosto e 1º de setembro de 2026, o projeto Daqui por Diante - Zezé Colares: O Som da Tradição chegou à 5ª edição no Montes Claros Shopping, reunindo 100 artistas. A iniciativa é idealizada pela Casa Bendita e celebra, em música e presença, o caminho que ela abriu.

Foto: Estado de Minas / exposição Daqui por Diante

Quando você ouvir um tambor, uma cantiga ou vir um passo de dança folclórica em Montes Claros, pode lembrar: ali há também a mão paciente de Zezé Colares, que transformou pesquisa em afeto e afeto em tradição.

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